CM Mangualde

Património


 
Anta da Cunha Baixa

 
anta_cunha_baixaLocaliza-se numa área de vale aberto. a escassas dezenas de metros do Rio Castelo, freguesia da Cunha Baixa.

Monumento funerário em granito, composto por uma câmara poligonal tendencialmente rectangular e corredor longo diferenciado em planta e alçado. A escavação do interior da Câmara revelou a existência de um lajeado - placas de granito pouco espessas - correspondendo ao primitivo piso deposicional funerário. À entrada da câmara, acentuando a separação entre este espaço e o corredor, preservou-se um pequeno pilar. O montículo artificial que primitivamente o envolveria (mamoa), terá sido destruído ao longo dos tempos face ao aproveitamento agrícola do local.

O espólio das suas deposições primárias, indica uma ocupação em torno do último quartel do IV milénio a.C., tendo sido posteriormente reutilizado ao longo do III milénio.

Foi classificada Monumento Nacional pelo Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910.

Bibliografia
Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje, Lda, 2003

Capela da Senhora de Cervães

 
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Situada próximo da freguesia de Santiago de Cassurrães, encontra-se a capela de Nossa Senhora de Cervães, construção do séc. XVIII, que é digna de ser visitada, não só pela beleza da sua talha, mas também pela colecção de pinturas, cobrindo em quadros todo o tecto da capela.

É de um grande encanto o panorama que se desfruta do adro da capela, pois dele se avista, em toda a sua imponência uma grande parte da cordilheira da Serra da Estrela.

Foi classificada como Imóvel de Interesse Público, através do Dec. 5/2002, Diário da Repúblico de 19 de Fevereiro de 2002.

Castro do Bom Sucesso

 
castro_e_capela_bom_sucessoLocaliza-se no Monte da Senhora do Bom Sucesso, a cerca de 765 metros de altitude, na freguesia de Chãs de Tavares.

Desde há muito que são conhecidos vestígios arqueológicos neste monte. Em 1917, Leite de Vasconcelos publica algumas observações àcerca do local como sejam "(...) oitenta a cem casas rectangulares que formam ruas (...)" e refere ainda o aparecimento de telhas de rebordo e um fragmento cerâmico com decoração tipo Baiões/ - Santa Luzia (Vasconcelos, 1917: 116). Mais tarde, José Coelho relata o achado de dois machados de talão, em bronze, que surgiram debaixo de um penedo.

Ao longo dos tempos, diversos historiadores e arqueólogos têm referênciado o aparecimento de centenas de fragmentos cerâmicos, pesos, contas de colar, escória, etc.

Povoado com vestígios de estruturas habitacionais e defensiva, onde existe um troço de via lageado possivelmente de fundação romana, bem como uma ermida em honra de Nossa Senhora do Bom Sucesso.

Apresenta várias fases de ocupação, atribuíveis pelo menos à Idade do Bronze, Ferro, Romano e Medieval.

Foi classificado como Monumento Nacional através do Dec. nº 67/97, Diário da República nº 301 de 31 de Dezembro de 1997.

Bibliografia:
Gomes, Luís Filipe Coutinho, Carvalho, Pedro Sobral de, O Património Arqueológico do Concelho de Mangualde, Câmara Municipal de Mangualde, 1992
Monteiro, Paulo Celso Fernandes; Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde; Arqueohoje, Lda, 2003

Citânia da Raposeira

 
citania_raposeira_redTerá existido, em Mangualde, um importante aglomerado urbano, a "Citânia Raposeira", constituída por um variado conjunto de estruturas habitacionais, que se pressupõe ser um núcleo agrário, com os seus banhos privados e áreas cobertas destinadas às diversas funções domésticas e agrícolas. Esta citânia data dos primeiros séculos da nossa era, onde foi encontrado um rico e variado espólio com destaque para um conjunto de moedas da dinastia dos Antoninos.

É arquitectura civil residencial, romana; casa de habitação com banhos privados, provavelmente integrada numa citânia de planície, de características rurais - agrícolas, com alguns vestígios de arquitectura toscana (blocos de entablamento).

Trata-se de uma casa essencialmente agrícola, que não possui a riqueza das vilas romanas já que não há vestígios de mosaicos e outros elementos decorativos. Os pavimentos de tijoleira e pedra revelam menos meios económicos. O hipocausto está assente em pilares monolíticos de granito, o que constitui uma originalidade.

Ermida da Nossa Senhora do Castelo

 
sr_do_casteloNo começo do séc. XV foi levantada uma capelinha dedicada a Santa Maria do Castelo num terraço não longe do cimo do monte em lembrança da batalha travada em Trancoso entre soldados de Portugal e de Castela.

Mais tarde outra capela se ergueu, substituindo a primeira. E esta capela se manteve até 1832, data da entronização da imagem da Senhora do Castelo no templo que ainda hoje se ergue no aplainado cume da colina, mandado levantar pela piedade de Miguel Pais de Sá Menezes.

A capela é uma construção de linhas esbeltas mas simples onde ressalta a singularidade da altíssima torre elevada a prumo sobre a fachada. O interior do templo luminoso mostra uma elegante capela-mor cujo retábulo de sabor neoclássico se levanta sobre altos degraus. A imagem soberana da Virgem com seu menino campeia no trono Central.

Fonte da Ricardina

 
fonte_da_ricardina_redSitua-se na freguesia de Espinho.

Fonte de Chafurdo, que herdou o nome de uma rapariga filha de um pretenso abade devasso, que proíbe os amores da jovem confessados em cartas trocadas com um Bernardo Moniz num secreto lugar de uma fontezinha sita no passal. A fonte lá se mostra como lenda do romance de um bonito e jovem par de namorados.

Terá servido de mote a Camilo Castelo Branco para escrever o seu "Retrato de Ricardina".

Igreja da Misericórdia de Mangualde

 
igreja_da_misericrdia02A construção deste belíssimo imóvel sucedeu entre 1720 e 1764, segundo risco de Gaspar Ferreira, arquitecto de Coimbra.

Igreja e Sacristia, Casa de Despacho, Torre, Casas de Capelão e arrumações de rés-do-chão, constituem um todo harmonioso onde ressalta a originalidade de uma varandaaberta sobre um pátio dando ares de residência fidalga a tal conjunto.

O interior da igreja é de uma extraordinária beleza. A capela-mor possui o mais artístico retábulo joanino da diocese de Viseu, o tecto mostra 15 formosos painéis pintados em Lisboa no séc. XVIII e os azulejos vieram de Coimbra em 1724 (capela-mor) e 1746 (nave) representando símbolos marianos e diversas cenas como as Bodas de Caná, S. Martinho, Multiplicação dos Pães e Queda de Maná.

A igreja foi considerada Imóvel de Interesse Público, através do Dec. 129/77, Diário da República 226, de 29 de Setembro.

Igreja Matriz de S. Julião

 
igreja_matriz_s.julio_original1O mais precioso pergaminho com que Mangualde pode documentar a sua longínqua origem, a Igreja Matriz. A igreja levantada tão longe do povoado deriva de um pequeno monasterium estabelecido nesse lugar nos meados do séc. XII, transforma-se em Igreja Matriz de S. Julião, também altura da criação do concelho em Azurara (1102).

A actual igreja é de fundação dionisíaca do séc. XIII-XIV, restando desse tempo apenas o portal de volta quebrada da fachada sul, algumas pedras sigladas e os cachorros românico-góticos da fachada sul. Em 26 de Fevereiro de 1838 a frontaria ruiu, sendo reconstruída em 1841, não se guardando nessa reconstrução as características da sua primitiva feição.

A capela-mor oferece um belíssimo conjunto de talha dourada de estilo nacional iniciado em 1709. O tecto apainelado, formado por 18 caixotões pintados por artista de recursos que representam apóstolos, doutores da igreja, Nossa Senhora e S. Julião. Existem ainda várias tábuas de pintura maneirista pintadas em 1635 por António Vieira, pintor de Lamego, para o antigo retábulo.

No adro existem três sepulturas escavadas na rocha a descoberto da antiga necrópole medieval.

Foi classificada como Imóvel de Interesse Público, através do Dec. nº31/83, Diário do Governo de 9 de Maio.

Palácio dos Condes de Anadia

 
condes_anadia_redÉ obra dos fidalgos Pais do Amaral que a partir do séc. XVIII se tornam a família de relevo em Mangualde. É Simão Pais do Amaral quem ultima a parte arquitectónica do edifício.

Levantada ao longo de boa parte do séc. XVIII nos terrenos da grande cerca contígua, apresenta o palácio quatro fachadas todas dignas. Magnifico o interior desta mansão, estando revestida de excelente azulejaria e mobiliário característicos da época.

A capela de S. Bernardo, anexa ao palácio, na face norte, vinda do séc. XVIII, sofreu alterações em 1683, 1812 e 1819 conservando hoje o seu retábulo primitivo com um S. Bernardo pintado por W. Machado.

Foi classificado Imóvel de Interesse Público através do Dec. 95/78, Diário da República 210, de 12 de Setembro.

Real Mosteiro de Santa Maria de Maceira Dão
 

mosteiro_de_maceira_doFundado no séc. XII por D. Soeiro e seus companheiros, inicialmente obediente à Regra de S. Bento, cedo abraçaram seus monges a regra de Cister tornando-se obedientes a Alcobaça. O favor dasgentes e o patrocínio dos reis que o tornaram, pela sua protecção, um Real Mosteiro, trouxeram o crescimento da casa e seus bens.

Distinguem-se as seguintes partes na sua arquitectura: a torre medieval levantada entre os séculos XII-XV com os seus três pisos de adega e celeiro, hoje relativamente bem conservada; as edificações monásticas do séc. XVIII que tinham no piso térreo o claustro com fonte, a sala do capítulo, o refeitório, a cozinha, a adega, etc. e no piso superior os aposentos do Abade, a biblioteca, a enfermaria e as celas; a Igreja de Nossa Sra. da Assunção (séc. XVIII) apresenta uma singular frontaria em tronco de cilindro com as armas reais sobre a entrada.

Ao lado, ergue-se a torre sineira. O corpo da igreja tem uma forma elíptica, com abóboda de tijolo.

Foi classificado Monumento Nacional, Dec. n.º 5/2002, Diário da República 42, de 19 Fevereiro.

Torre do Relógio Velho

 
torre_do_relgio_velhoA torre do Relógio Velho, reconstrução da torre de fundação medieval, onde o toque de uma sineira chamava os homens-bons para as reuniões do concelho e onde, mais tarde, um relógio ajudava a comunidade a medir o tempo.

Em 1982 esta torre foi classificada como Imóvel de Interesse Concelhio.

 

 

Pelourinho de Abrunhosa-a-Velha

 
pelourinho_abruhosa-a-velhaFoi construído no ano de 1762, localiza-se no largo com o mesmo nome, no centro de Abrunhosa-a-Velha.

Até este ano Abrunhosa-a-Velha pertence ao Concelho de Tavares de que é simples freguesia e abrangida pelo foral deste. Posteriormente àquela data constitui-se o Concelho de Vila Nova de Abrunhosa-a-Velha, dotada então de Casa da Câmara, Cadeia e Tribunal (hoje Junta da Freguesia), edificando-se o pelourinho; 1836 - supressão do Concelho de Abrunhosa-a-Velha, voltando a integrar o de Tavares; 1853 - desaparece o Concelho de Tavares, que é anexado a Mangualde.
Foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 23 1222, Diário do Governo de 11 de Outubro de 1933.

Bibliografia:
Fernandes, Paulo Celso Monteiro, Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde, Arqueohoje, Lda., 2003
Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais

Pelourinho de Chãs de Tavares

 
foto_freg_chastavares09Localiza-se no centro da povoação de Chãs de Tavares

No séc. XVIII iniciou-se a construção, mas o imóvel sofreu diversas alterações no séc. XIX.

É um monumento jurisdicional, tardo-gótico, símbolo da autonomia municipal. A base do monumento é composta por três degraus octogonais do qual todo o fuste liso é oitavado sendo encimado com gaiola também octogonal.

Foi classificado com Imóvel de Interesse Público por Decreto nº 95, de 12 de Setembro de 1978.

Bibliografia:
Fernandes, Paulo Celso Monteiro, Arqueohoje, Lda., Patrimonium Mangualde 900, Câmara Municipal de Mangualde, Arqueohoje, Lda., 2003