CM Mangualde

“Maravilhas da Cultura Popular” de Mangualde nomeadas para as “7 Maravilhas de Portugal”


Bordado de Tibaldinho, Feira dos Santos e Romaria à Senhora do Castelo são as temáticas agora aceites e nomeadas a concurso

 

O tema do concurso “7 Maravilhas de Portugal” deste ano é a “Cultura Popular” e Mangualde quer ser uma dessas Maravilhas, concorrendo nas categorias de Artesanato com o Bordado Tibaldinho, em Festas e Feiras com a Feira dos Santos e em Procissões e Romarias com a Romaria à Senhora do Castelo. As três candidaturas foram agora aceites e estão por isso nomeadas para as “7 Maravilhas de Portugal”.

O Concurso “7 Maravilhas de Portugal” visa promover o património cultural e imaterial de Portugal. As votações serão realizadas em direto durante os 20 programas emitidos pela RTP 1, nos meses de julho e agosto.

O Bordado de Tibaldinho caracteriza-se por ser um harmonioso bordado a branco, sobre tecido igualmente branco, algodão, linho ou meio linho, executado artesanalmente com grande predominância de ilhós, o que lhe confere uma gramática decorativa e simbolismo único e singular, tornando-o inconfundível. Pelo seu valor patrimonial e simbólico considera-se um bordado genuíno e com identidade própria constituindo parte importante do património Cultural Imaterial do País. Este bordado é elaborado por mulheres predominantemente de Tibaldinho, freguesia de Alcafache, que foram preservando e transmitindo as técnicas e todo o saber-fazer de geração em geração, oralmente e mediante a prática, sempre fiéis à tradição.

Em termos da sua representatividade histórica, o Bordado de Tibaldinho constitui uma tradição de origem indeterminada, sendo que os exemplares mais antigos de que temos conhecimento têm entre 150 a 200 anos.

Hoje em dia existem cerca de meia centena de bordadeiras que mantêm viva a tradição, sendo que, para as mais novas o bordar é uma atividade supletiva e irregular.

 

A Feira dos Santos, também conhecida como Feira das Febras, de elevada importância económica para o concelho, conta já com mais de 300 anos de existência. São aos milhares as pessoas que anualmente visitam a Feira dos Santos. Vêm em busca dos sabores gastronómicos do território, da prova dos magníficos vinhos cultivados nas soalheiras encostas do Dão. Procuram o peculiar artesanato, como os Bordados de Tibaldinho, as cerâmicas, visitam as novidades tecnológicas patentes na maquinaria e alfaias agrícolas, compram os temporões frutos secos, deliciam-se com os torresmos de porco fritos na sertã.

Cosmopolita, a tradição é hoje revitalizada com eventos satélite com temáticas orientadas para os interesses, variados, de quem demanda a Feira: animação musical de rua, mostras de pintura, exposições e provas de vinho do Dão, palestras, workshops ou oficinas. Parte integrante do evento na “Feira dos Santos à Mesa”, os restaurantes aderentes proporcionam uma ementa regional dedicada à Feira. São dois dias em que cada uma das freguesias do concelho aproveita para mostrar as suas características identitárias, tornando-a num evento promotor da coesão territorial numa mostra do quotidiano, aliando a tradição à modernidade.

 

A Romaria de Nossa Senhora do Castelo, considerada uma das maiores celebrações marianas da região, começa na noite do dia 7 de setembro com a procissão das velas. O cortejo inicia no escadório setecentista, que conta com trezentos e sessenta e cinco degraus, junto à capelinha da Nossa Senhora da Conceição, terminando na Ermida de Nossa Senhora do Castelo, depois das paragens junto das restantes capelinhas existentes no seu percurso, dedicadas a Nossa Senhora da Encarnação, Nossa Senhora da Visitação e Nossa Senhora da Assunção. No dia 8, a par das procissões, os festejos são complementados por um programa artístico-cultural rico e variado dirigido às centenas de famílias que, espalhadas pelo monte, saboreiam as partilhadas merendas trazidas de casa, cumprindo uma tradição secular.  A Romaria à Ermida de Nossa Senhora do Castelo, caracterizada pela afluência de milhares de fiéis, tem origens nos tempos brumosos da Idade Média. No monte, outrora castro habitado por povos da Idade do Ferro, posteriormente romanizados, ergueu-se castelo caído em mãos islâmicas pelo alcaide de nome Zurara.





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